PRAIA DOS ALGODOES A CASA DO PROJETO TA-VIVA

Conheça mais sobre a PRAIA DOS ALGODÕES. Veja o Site: www.praiadosalgodoes.com.br

quarta-feira, 13 de maio de 2009

PRAIA DOS ALGODOES - é berçário natural das TARTARUGAS

A Bahia é caracterizada por ser a principal área remanescente de desova das tartarugas cabeçuda (Caretta caretta) e de pente (Eretmochelys imbricata), ocorrendo também em menor número desovas das tartarugas oliva (Lepidochelys olivacea) e verde (Chelonia mydas) - todas ameaçadas de extinção.
O litoral da Bahia possui grande importância biológica para as tartarugas marinhas, pois cerca de 70% das desovas registradas na costa brasileira ocorrem em praias baianas.

Todos os anos milhares de ninhos são incubados nas areias das praias desta região. Esse berçário natural é, portanto, a mais importante área de desova de tartarugas marinhas do Brasil. Recebe anualmente cerca de seis mil desovas que geram aproximadamente 400 mil filhotes.

A PENINSULA DE MARAU e' uma APA - Area de Protecao Ambiental.

O tráfego de veículos nas praias é proibido por legislação municipal e federal, para garantir a segurança pública. Também caracteriza crime ambiental, já que o litoral baiano é uma das principais áreas de desovas de tartarugas marinhas do litoral brasileiro, espécies que continuam ameaçadas de extinção.
O trânsito de qualquer tipo de veículo nessas praias coloca em risco a área de desova e os ninhos das tartarugas, seus filhotes e mesmo as fêmeas no processo de desova, pois modifica o local onde fazem os ninhos. Carros, motos e quadriciclos compactam a areia e podem ocorrer atropelamentos fêmeas desovando e de filhotes a caminho do mar, depois que saem dos ninhos.
Alem de colocar em risco as pessoas que se encontram na praia.

PARA SABER MAIS SOBRE -
- AS TARTARUGAS
- O PROJETO TAMAR
- PRAIA DOS ALGODOES
- O PROJETO TAVIVA

AS TARTARUGAS MARINHAS TEM A A JUDA DO TXAI EM ITACARÉ

Criado pelo Txai Itacaré, o projeto Txaitaruga é voltado para conservação de ninhos de tartarugas marinhas que desovam nas praias Itacarezinho, Patizeiro e Pompilho. Os ótimos resultados obtidos na interferência humana do processo de incubação são fruto não só da conservação das espécies-alvo, mas também das ações de educação ambiental e do apoio ao desenvolvimento regional, gerando a sensibilização da comunidade.
“Desde 2004, estamos desenvolvendo o trabalho de proteção às tartarugas marinhas por meio do Projeto Txaitaruga. Acreditamos que essa é uma excelente forma de expandir o projeto além da Bahia e conscientizar as pessoas sobre a importância da preservação ambiental.
Escolhemos a Track & Field por ser uma referência em qualidade e comprometimento”, conta Renato Guedes, diretor de marketing do Txai.

A linha contempla camisetas femininas, masculinas e infantis, confeccionadas com fibra reciclada de garrafas PET e algodão. Essas peças apresentam o máximo de conforto e toque macio, além de ser um produto 100% ecológico, com alta durabilidade e qualidade. Os modelos trazem estampas irreverentes, com desenhos de tartarugas em diversos tons de verde, uma alusão à camuflagem desses répteis.
Também faz parte da linha Txaitaruga, as almofadas FOM que são elaboradas com pérolas de poliestireno e proporcionam uma posição de conforto única, já que elas podem ser esticadas e moldadas, conforme seu tamanho e movimentos.
“Por ser uma grife de moda performance, a Track & Field incentiva a prática de esportes ao ar livre e o contato com a natureza.
Faz parte da nossa identidade o apoio à projetos de preservação ambiental”, afirma Ana Cláudia Moura, diretora de marketing e varejo da Track&Field. “Além do projeto Txaitaruga, temos como parceiros também a WWF do Brasil e o Instituto Criar de Cinema e Televisão, sempre promovendo ações sociais ou ambientais”, completa.

O PROJETO TXAITARUGA O trabalho do projeto Txaitaruga (que existe desde 2004) é garantir que ninguém interferirá no processo de incubação dos ovos e no nascimento dos filhotes. As tartarugas marinhas são animais que passam a maior parte de seu tempo no mar. Elas visitam as praias apenas para botar seus ovos. Aqui, na costa brasileira, as tartarugas o período de desova é de setembro a março, com os últimos ninhos nascendo em maio. Os ovos são incubados na areia e a “mãe” nunca mais retorna para cuidar dos seus filhotes. Depois de 45-60 dias enterrados na areia, os filhotes nascem e sozinhos escalam o ninho, que têm cerca de 30-50 cm de profundidade. Nessa escalada, os filhotes se ajudam, mas depois que alcançam a superfície da praia, todos correm juntos para o mar, mas cada um tem que se virar sozinho. A área monitorada pelo projeto vai da praia do Pompilho (Serra Grande-Uruçuca), até o costão de Itacarezinho (Itacaré), totalizando 11 km.

Serviço:
As camisetas (R$88,00 masculina/ R$80,00 feminina/ R$70,00 infantil) e almofadas FOM (R$86,00 – a partir de maio) podem ser encontradas nas lojas Track & Field. SAC: (11) 3048-1238
OUTROS PROJETOS SOCIAIS DO TXAI
Companheiros do Txai No vocabulário dos índios Kaxinawa, que vivem na região amazônica do Acre, a palavra TXAI quer dizer "companheiro". É usada como tratamento de respeito e carinho por seringueiros, índios, caboclos e por todos os aliados dos "povos da floresta". Também significa "uma metade de mim" resumo e filosofia do TXAI: o bem-estar de todos, da população nativa e do ecossistema à sua volta. O Companheiros do Txai é um programa que visa auxiliar os pequenos agricultores da APA Itacaré/ Serra Grande a utilizar os recursos florestais da Mata Atlântica de forma sustentável, dando viabilidade econômica à região, tendo como principal parceiro o programa Floresta Viva. O projeto surgiu da necessidade de gerar uma alternativa de renda para os pequenos agricultores, subitamente empobrecidos com o fim do ciclo do cacau na década de 80 e que desde então exploravam a floresta de forma predatória. A produção é toda orgânica (condição para ser Companheiro do Txai) e parte desta produção é comprada pelo hotel para servir aos hóspedes e funcionários. Assim nasceu a aliança entre o Txai Itacaré e as 25 famílias de Companheiros. Desde maio de 2003, quem passa no quilômetro 42 da rodovia BA 01 (Ilhéus/Itacaré), pode ver parte deste trabalho que já rendeu muitos frutos aos pequenos agricultores da região, que hoje, além da produção de mudas nativas, frutíferas, ornamentais, hortaliças e outros; também estão produzindo belíssimos trabalhos de artesanato que estão sendo comercializados na Lojinha do Txai Social.

Para mais Infos:
http://txaisocial.blogspot.com/2008/04/o-txaitaruga-um-programa-voltado-para.html

sábado, 9 de maio de 2009

CAERC TAMBEM ATUA NA PENINSULA DE MARAU

A Companhia de Ações Especiais da Região Cacaueira (CAERC) foi criada em 29 de dezembro de 2005, mediante lei n. 9.848 e instalada em 29 de janeiro de 2006, abrangendo as regiões do Baixo e Médio Sul, indo de Canavieiras – passando por Itabuna, Ilhéus e Itacaré – até o município de Valença, na Costa do Dendê. A Companhia de Ações Especiais na Zona Industrial (Ceazi) atua mais na Região Metropolitana. A criação das companhias especiais integra um conjunto de ações desenvolvidas para intensificar o combate ao crime no interior, notadamente aqueles relacionados a roubos a agências bancárias e a passageiros de ônibus intermunicipais e interestaduais, tráfico de armas e drogas, dentre outras modalidades.

A CAERC tem sua zona de responsabilidade e de atuação em 48 Municípios com uma área territorial de 24.666 KM² e uma população total atendida em cerca de 1.256.687 habitantes, destacando-se ai os municípios de Ilhéus, Itabuna, Valença, Ubaitaba, Camamu, Itacaré, Una, Canavieiras e Maraú, que através de seus notáveis atributos turísticos têm sido alguns dos locais mais visitados por pessoas locais, nacionais e estrangeiros.

A CAERC tem como missão buscar a excelência do desempenho institucional e o pleno atendimento às missões do policiamento especializado na Área de Responsabilidade da Unidade, administrando pessoas e propiciando a harmonização entre os interesses individuais e coletivos com vistas ao bem-estar social e à racionalização do uso de recursos públicos, e tem uma preocupação permanente que é o cumprimento desta missão. Essas companhias complementam as ações do policiamento ostensivo normal. Elas estão prontas para dar uma resposta mais dura no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas e armas. Todos os seus componentes receberam treinamento especial, além dos equipamentos adequados a ações de maior porte. O apoio operacional as Unidades Policiais Militares existentes na área de responsabilidade da CAERC (2º BPM, 15ºBPM e 33ªCIPM) nas operações que necessitem do emprego de policiamento especializado em ações especiais; tais como: · Rebeliões em presídios

· Reintegração de posse

· Grandes festas populares

· Combate ao narcotráfico

· Prevenção a roubo de bancos

· Incursões em áreas de risco

· Emprego de CTDC

Para tanto, procura atender aos anseios da população que vive nas localidades sob a cobertura da CAERC, e aqueles que passam pelo corredor turístico compreendido entre Canavieiras e Valença, oferecendo segurança e mantendo a ordem pública. E, imbuída do propósito de dar o melhor para a comunidade, a OPM intensifica o aprimoramento dos padrões de qualidade e profissionalização do seu efetivo, buscando sempre o aperfeiçoamento técnico, tático e institucional; utilizando os recursos disponíveis, quer humano, material e/ou orçamentário, bem como procurando aumentar a auto-estima do quadro efetivo humano.

O desafio de estruturar, iniciando do zero, uma Companhia de Ações Especiais, se renovará a cada etapa vencida, por conta da complexidade do serviço a ser oferecido. Mas contaremos com o apoio necessário dos Órgãos que compõem a estrutura sistêmica da PM, com aval do Comandante Geral da Corporação, do Comando do Policiamento Especializado e outros Órgãos do Estado que sempre se predispuseram a auxiliar e apoiar as atividades da Polícia Militar.

TELEFONE DA CAERC: (73) 3639-2097

Posted fevereiro 26th, 2008 by Roberto Rabat Chame

Para ver mais:

http://www.r2cpress.com.br/node/1213


quinta-feira, 19 de março de 2009

OPERACAO SOS TARTARUGAS NA BAHIA - IBAMA ENTRA EM ACAO!!!

O Ibama deflagrou neste final de semana, nas praias do litoral norte da Bahia, a Operação Rastro de destruição. Realizada em conjunto com o Ministério Público Estadual (MPE), Polícia Militar e Superintendência de Trânsito e Transporte (STT) da Prefeitura de Camaçari, a operação tem o objetivo de coibir o trânsito de veículos nas areias das praias da região, em atendimento à reivindicação da população local, que se sente insegura e vem denunciando o aumento do número de veículos transitando nas praias, “muitas vezes sendo conduzido por crianças, onde já foram registrados atropelamentos de banhistas”.
Somente neste final de semana, fiscais do Ibama lavraram oito Autos de Infração com multas no valor total de R$ 40 mil (R$5 cada) e apreenderam seis quadriciclos e duas motos.

Segundo a coordenação: “Esta é a primeira etapa da operação, que prosseguirá durante a temporada turística, até fevereiro, em finais de semana a serem definidos, avançando pelas localidades que integram os municípios de Mata de São João e Entre Rios, cobrindo assim todo o litoral norte baiano”.

Neste primeiro final de semana de operação as praias fiscalizadas foram: Barra do Jacuípe, Guarajuba e Itacimirim.

Crime ecológico.

O tráfego de veículos nas praias é proibido por legislação municipal e federal, para garantir a segurança pública. Também caracteriza crime ambiental, já que o litoral norte baiano é uma das principais áreas de desovas de tartarugas marinhas do litoral brasileiro, espécies que continuam ameaçadas de extinção.

O trânsito de qualquer tipo de veículo nessas praias coloca em risco a área de desova e os ninhos das tartarugas, seus filhotes e mesmo as fêmeas no processo de desova, pois modifica o local onde fazem os ninhos. Carros, motos e quadriciclos compactam a areia e podem ocorrer atropelamentos fêmeas desovando e de filhotes a caminho do mar, depois que saem dos ninhos.

A multa lavrada pelo Ibama tem o valor mínimo de R$5 mil, devido às tartarugas marinhas constarem na Lista de espécies ameaçadas de extinção.
Importância Ambiental

O litoral norte da Bahia possui grande importância biológica para as tartarugas marinhas, pois cerca de 70% das desovas registradas na costa brasileira ocorrem em praias baianas. A Bahia é caracterizada por ser a principal área remanescente de desova das tartarugas cabeçuda (Caretta caretta) e de pente (Eretmochelys imbricata), ocorrendo também em menor número desovas das tartarugas oliva (Lepidochelys olivacea) e verde (Chelonia mydas) - todas ameaçadas de extinção.

Todos os anos milhares de ninhos são incubados nas areias das praias desta região. Esse berçário natural é, portanto, a mais importante área de desova de tartarugas marinhas do Brasil. Recebe anualmente cerca de seis mil desovas que geram aproximadamente 400 mil filhotes.

O Projeto Tamar, co-gerenciado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio e pela Fundação Pró-Tamar, com patrocínio da Petrobras, monitora quase mil quilômetros de praia no Brasil - só no litoral norte baiano protege cerca de 210 quilômetros, através de quatro bases de proteção e pesquisa, visando promover a conservação das tartarugas marinhas em Arembepe, Praia do Forte, Costa de Sauípe e Sítio do Conde.


PROJETO TAMAR - COMO COMECOU

"Assim nasceu o Projeto Tamar"
Em 1977, um grupo de alunos da Universidade de Rio Grande - útero do ambientalismo acadêmico nacional - aponta no mapa um pontinho de terra no mar e começa a organizar uma das viagens mais importantes e perigosas da época. Iriam visitar o Atol das Rocas (RN) com alguns pescadores. Único atol do Atlântico Sul, não tem água potável e é com certeza, o pedaço de terra mais inóspito de nossos mares. Coragem e determinação eram os lemas do saudoso movimento estudantil da época, iluminados pelo "flower power" eles iriam mudar o mundo, pelo menos, a noção de ambientalismo no Brasil.

A viagem rendeu aos estudantes imagens e anotações que não imaginavam fazer. Foi a primeira vez que tartarugas marinhas foram vistas e fotografadas por pesquisadores em águas brasileiras, foi também, a primeira vez que o movimento estudantil ambientalista viu em que ponto estava à matança indiscriminada desses animais. Grande parte das tartarugas que subiram nas areias do Atol para desovar foi morta, seus ninhos foram saqueados e os ovos retirados.

Pirambu - Santa Isabel: onde tudo começou
No litoral norte de Sergipe, encontra-se a pacata Pirambu. Com população urbana de 9.000 pessoas, nos meses de verão chega a receber 30 mil turistas. Foi em 1980, durante o mapeamento das áreas de desova, que os pesquisadores descobriram a alta incidência de tartarugas em suas areias. A praia tinha condições geográficas ideais para receber as fêmeas.

Sua localização é bastante privilegiada: banhada por rios e pelo Oceano Atlântico, num dos mais belos pontos do litoral brasileiro, fez fama e aparece como destino preferido daqueles que querem visitar Sergipe. Lagoas e dunas, cachoeiras e trilhas encantam estrangeiros e brasileiros, o turismo cresce assustadoramente. Dentro da reserva Ecológica de Santa Isabel está a primeira base do projeto Tamar na história. É o projeto que mantém a reserva intacta, com apoio total e irrestrito da população local, agente de participação direta nas ações.

Regência - Comboios: terra "das gigantes"
A segunda base do Projeto Tamar foi instalada no litoral norte do estado do Espírito Santo. Depois de muitos anos de uma batalha judicial interminável, em 1984, o Governo Federal criava a Reserva Ecológica de Comboios, na linha de frente do combate estava o Tamar e a defesa das tartarugas gigantes (de couro) que ocorrem por ali.

Assim como todo Espírito Santo, a região começa a despontar para o turismo. A estrutura para receber visitantes melhorou significativamente nos últimos anos. O grande atrativo continua sendo a Base de Comboios, o Centro de Visitantes e seus aquários.

Praias extensas, com bons ventos são ótimos pontos para a prática de esportes náuticos, além claro, da beleza exuberante do litoral norte capixaba. Vale lembrar que até Itaúnas, na divisa com a Bahia, existem bases móveis do projeto e ocorrem desovas.

Praia do Forte: Sede Nacional
A terceira e última grande base do projeto Tamar está localizada no litoral norte da Bahia. Tem o título de praia com o maior número de desovas em todo o país, não é por menos que ela abriga a sede nacional do projeto. A localidade, em menos de 30 anos, deixou de ser uma vila bucólica e afastada para se transformar num dos maiores pólos de eco-turismo do mundo. Na última vez que visitei o local, na pousada onde eu tomava café da manhã, não existiam hóspedes brasileiros.


Premiada com títulos por revistas de turismo do mundo todo que afirmam ser um dos lugares mais bonitos que existem, a região é altamente visitada e a maioria das acomodações são de nível elevado. A enorme base da praia do Forte, antigo terreno da Marinha, é um espetáculo. Todas as espécies de tartarugas podem ser vistas, peixes como um mero gigante e tubarões passeiam pelos tanques. No aquário das arraias os visitantes podem até tocar nos animais. Passeio imperdível!

Outras Bases
As tartarugas marinhas podem ser vistas em todo o litoral brasileiro, as áreas que não são de reprodução, como o litoral sul/sudeste, são áreas de alimentação e passagem das espécies que estão em processo de migração, rumo ao litoral nordeste/norte. Existem bases espalhadas de norte a sul do país, um bom exemplo é a de Ubatuba, no litoral norte paulista, tem o título de base mais visitada do projeto, em seus tanques também é possível ver algumas espécies de peixes e tartarugas marinhas.

Resultados
Em quase 30 anos de história o Tamar, sem dúvida nenhuma, obteve sucesso. Segundo as estimativas do próprio projeto, cerca de 8 milhões de filhotes foram liberados até o fim de 2007. O entrosamento com as comunidades locais é perfeito, a manutenção e a preservação das áreas de desova também. As tartarugas ainda não saíram da lista de animais em perigo de extinção, elas demoram 25 anos para entrar em idade reprodutiva, mas o projeto, com toda certeza, caminha para salvar a espécie.

Informações sobre a localização de todas as bases, detalhes sobre as tartarugas, telefones de contato e tudo mais, no site oficial do projeto.
www.tamar.org.br


De lá pra cá muita coisa mudou, os antigos "Tartarugueiros" - pescadores de tartaruga - são atualmente sentinelas dos animais e quase todos são funcionários do Projeto Tamar. Mundialmente reconhecido e detentor de dezenas de prêmios, incluindo o "Nobel" do ambientalismo, o Tamar tem quase três décadas de existência e antes de tudo é exemplo de unidade e harmonia entre comunidade acadêmica, ambientalistas e população local. Essa equação - de sucesso - tem na conscientização, na educação e na troca de experiências, suas amplas frentes de influência.

TARTARUGA MARINHA - VOCE SABIA ?


A tartaruga marinha (Dermochelys coriacea) é um réptil marinho vertebrado da família Dermochelyidae que está ameaçado de extinção. Esse animal tem uma casca que cobre seu corpo e que lhe serve de casa. Têm dentes serrados e escamas sobre a cabeça. As tartarugas marinhas vivem no mar a mais de 110 milhões de anos sendo que esse fato pode ser comprovado por um fóssil encontrado por um paleontólogo no Ceará. Existe um registro fóssil de uma tartaruga, na China, que media 2,5 metros e pesava cerca de 4 toneladas. Segundo uma pesquisa, esse animal viveu na terra e devido à necessidade de alimento passou a viver no mar.

Esse animal tem olfato, audição e visão muito desenvolvidos. Atualmente, as tartarugas marinhas podem medir 2 metros e chegam a 600 kg (existem registros de uma tartaruga com quase uma tonelada). Elas vivem nas águas tropicais principalmente no litoral. No Brasil são encontradas principalmente em Recife.

São carnívoras ou vegetarianas dependendo da espécie.

Carnívoras: Alimentam-se principalmente de águas vivas, peixes e outros animais do mesmo porte. Devido à contaminação no litoral, essas tartarugas confundem águas vivas com plástico e acabam morrendo engasgadas ou com problemas intestinais.

Vegetarianas: comem principalmente algas, o que cria condições para viverem no litoral brasileiro.

O acasalamento ocorre quando a fêmea escolhe o macho para “namorar” sendo que uma fêmea pode acasalar com vários machos. A fêmea lembra-se exatamente onde nasceu e volta ao mesmo local para botar seus ovos. Uma fêmea chega a botar ovos de 4 a 6 vezes por temporada, sendo que ela bota de 60 a 120 ovos por ninho. Os ovos demoram cerca de 50 dias para eclodirem, porém mais da metade dos ninhos não tem condições para a incubação dos ovos. Outro fator que impede o nascimento é o fato de alguns caranguejos comerem os ovos quando acham um ninho.

Após o nascimento, os filhotes vão para a praia, porém muitos morrem no caminho já que existem aves, lagartos e outros animais a espera para devorá-los. Após estarem na água, tem de passar por outros obstáculos, como peixes e lulas que podem atacá-los. Após crescidos, seus predadores são os tubarões e algumas baleias.

As espécies de tartaruga marinha são:

- Tartaruga de couro (Dermochelys coriacea).
- Tartaruga oliva (Lepidochelys olivacea).
- Tartaruga cabeçuda (Caretta caretta).
- Tartaruga de pente (Eretmochelys imbricata).

As tartarugas podem viver mais de 120 anos.

SOBRE O PROJETO TAMAR

As tartarugas marinhas continuam ameaçadas de extinção, por isso, projetos de proteção às tartarugas são de suma importância para o Brasil. O mais conhecido e respeitado é o PROJETO TAMAR.

O Tamar foi criado em 1980 com objetivo de proteger as tartarugas marinhas através da geração de alternativas econômicas sustentáveis.
O nome Tamar é uma abrevição das palavras “tartaruga marinha”. A síntese se mostrou necessária ainda no início dos anos 80, para a confecção das pequenas placas de metal utilizadas na identificação das tartarugas.

Desde então, o Projeto Tamar passou a designar o Programa Brasileiro de Conservação das Tartarugas Marinhas, que é executado pelo IBAMA, através do Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas (Centro TAMAR-IBAMA), órgão governamental; e pela Fundação Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisas das Tartarugas Marinhas (Fundação Pró-TAMAR), instituição não governamental, de utilidade pública federal.
Dentro de uma enorme infra-estrutura, junto a comunidades locais, o Tamar protege as tartarugas do nascimento até ao longo de suas vidas.

O Tamar conta ainda com o patrocínio da Petrobrás desde 1983. A empresa apoia o projeto oferecendo combustível para os jeeps, contratando mão-de-obra especializada, estagiários e pescadores.

Essa união do governamental com o não-governamental revela a natureza institucional híbrida do Projeto Tamar. O Tamar conta também com a participação de empresas e instituições nacionais e internacionais, além de organizações não-governamentais.
As atividades do projeto são organizadas a partir de três esferas de ação: conservação e pesquisa aplicada, educação ambiental e desenvolvimento local sustentável, onde a principal ferramenta é a criatividade.

Desde o início, tem sido necessário desenvolver técnicas pioneiras de conservação e desenvolvimento comunitário, adequadas às realidades de cada uma das regiões trabalhadas. As atividades estão concentradas em 22 bases, distribuídas em mais de 1100 km de costa.

O Tamar atua em diversas regiões brasileiras, com bases em:
Almofala - CE, Atol das rocas - RN, Fernando de Noronha - PE, Ponta dos Mangues - SE, Pirambu - SE, Abaís - SE, Mangue Seco - BA, Sítio do Conde - BA, Costa do Sauípe - BA, Praia do Forte - BA, Arembepe - BA, Itapuã - BA, Mucuri - BA, Subaúma - BA, Vitória - ES, Guriri - ES, Pontal do Ipiranga - ES, Povoação - ES, Regência - ES, Anchieta - ES, Bacia de Campos - RJ, Ubatuba - SP e Florianópolis - SC.

Desde a sua criação, o Projeto Tamar investe recursos humanos e materiais para adquirir o maior conhecimento possível sobre a biologia das tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, priorizando pesquisas aplicadas que resolvam aspectos práticos para a conservação desses animais. Conhecidos pela grande capacidade migratória, com um ciclo de vida de longa duração, as tartarugas ainda são um mistério para pesquisadores do mundo inteiro.

SOBRE AS TARTARUGAS MARINHAS

As tartarugas marinhas são répteis existentes há mais de 180 milhões de anos.
Sua origem foi na terra e, na sua aventura para o mar, evoluíram bastante.
Diferenciando-se de outros répteis as tartarugas marinhas, evoluíram, diminuindo o número de vértebras e as que sobraram se fundiram às costelas, formando uma carapaça resistente, embora leve que possui função de proteção contra predadores e aumenta a hidrodinâmica. Perderam os dentes, ganharam uma espécie de bico e suas patas de transformaram em nadadeiras. Respiram por pulmões, mas podem permanecer algumas horas embaixo d'água. Para isso o organismo funciona lentamente e o coração bate devagar, num fenômeno chamado de bradicardia, em que o fornecimento de oxigênio é auxiliado por um tipo de respiração acessória, feita pela faringe e cloaca.

As espécies de tartarugas presentes nos oceanos são 7, sendo que 5 delas ocorrem em águas brasileiras: Tartaruga verde - Quelonia mydas, Tartaruga olivácea - Lepidochelys olivacea, Tartaruga de pente - Eretmochelys imbricata, Tartaruga careta - Caretta caretta e Tartaruga de couro - Dermochelys coriacea.

Algumas especies chegam a medir 2 m de comprimento e chegar a pesar até 600 kg, vivem em águas tropicais e possuem os sentidos da visão, do olfato e da audição bem desenvolvidos, além de terem um senso de orientação fantástico, tanto que, as fêmeas viajam longas distâncias para desovarem na mesma praia onde nasceram, anos depois.
São herbívoras, podendo se alimentar também de crustáceos, peixes, camarões, lulas, caramujos, esponjas e algas.

O acasalamento, entre machos e fêmeas, ocorre no mar. A reprodução no litoral brasileiro acontece entre os meses de setembro a fevereiro e entre dezembro e maio nas ilhas oceânicas. Uma fêmea pode realizar de três a cinco desovas por temporada, com intervalos médios de 10 a 15 dias, cada uma com cerca de 120 ovos, em média. Os filhotes nascem cerca de 50 dias após a postura dos ovos, incubadas pelo calor do sol.
A luta pela sobrevivência da espécie impressiona e comove. Estima-se que, de cada mil tartarugas nascidas, apenas uma ou duas chegarão à idade adulta.

A PRESERVAÇAO DA LAGOSTA NO LITORAL BRASILEIRO

Campanha de preservação da lagosta

“A idéia é que o consumidor ajude a fiscalizar. Queremos evitar a pesca predatória, conscientizar o consumidor e aumentar a produção da lagosta no país. A fiscalização também será intensificada pelo Ibama, antes havia seis barcos e agora teremos mais oito, mas só a repressão não funciona”, afirmou o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc.

No material consta ainda o número da Linha Verde do Ibama (0800618080) para que qualquer pessoa possa denunciar a venda da lagosta em tamanho irregular. “Consuma lagostas nos tamanhos legalmente permitidos”, orienta o texto.

“A parceria com o consumidor e com os pescadores e as medidas constantes no plano vão garantir o desenvolvimento sustentável dessa cadeia produtiva, responsável pela manutenção de 150 mil empregos e que gera cerca de US$ 80 milhões por ano”, destaca o ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin.

O Plano de Gestão para o Uso Sustentável de Lagostas no Brasil, também lançado hoje, prevê um conjunto de medidas como o recadastramento das embarcações, capacitação dos pescadores e ações de fiscalização. A rede foi proibida e atualmente só é permitido o uso de covos (espécie de gaiola que coleta apenas as lagostas maiores). O período de defeso foi aumentado de quatro para seis meses, permitindo um tempo maior para a reprodução das espécies.

Gregolin disse que apenas 10% da produção de lagosta é consumida no país e o resto é exportada. “A lagosta capturada no tamanho correto e que chega viva à indústria, tem um valor 30% maior. Hoje 90% da produção nacional é comprada pelos Estados Unidos. Queremos diversificar, mas, para conquistarmos outros mercados, precisamos melhorar a qualidade do nosso produto”, ressalta o ministro.

SOBRE A LAGOSTA

O Brasil possui cinco espécies de lagostas.
A lagosta vermelha e a cabo verde são as mais importantes e os principais alvos da pesca predatória. No folder há fotos das lagostas em tamanho real com uma régua mostrando o mínimo que cada lagosta deve medir para ser consumida. A vermelha não pode ter menos de 20,5 centímetros, sendo 13 centímetros de cauda, e a cabo verde tem que ter 17,5, centímetros, sendo 11 centímetros de cauda.

Este é um exemplar da Lagosta Vermelha.

As outras espécies nacionais são: lagostinha, lagosta-sapata e a sapateira que são capturadas em menor escala e por isso não correm risco de extinção. A lagosta coloca cerca de 200 mil ovos, mas apenas 1% desses se desenvolvem. Quando atinge o tamanho adulto, ela já se reproduziu pelo menos uma vez.

O período do defeso ocorre de 1º de dezembro a 31 de maio e coincide com as férias de verão, ÉPOCA DE MAIOR CONSUMO nas localidades praianas.
(Por falta de informação dos Turistas)

O Brasil é o terceiro maior exportador de lagosta do mundo.

Entretanto, entre 1991 e 2006, a produção nacional caiu de 11 mil toneladas para 7 mil toneladas. Para reverter essa situação, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap) lançaram hoje (4) uma campanha para o consumo consciente do crustáceo e um plano com medidas para evitar a pesca predatória.

A campanha de consumo legal de pescados voltada à preservação da lagosta consiste na distribuição de materiais informativos, em português e inglês, a turistas brasileiros e estrangeiros, em todos os aeroportos do país. Como o período do defeso ocorre de 1º de dezembro a 31 de maio e coincide com as férias de verão, a idéia é alertar as pessoas que viajam para o Nordeste.

RECIFES DE CORAL DO BRASIL

No Brasil, estão localizadas as únicas formações coralíneas do Atlântico Sul. Comparando com outras regiões do mundo, como o Indo-Pacífico e o Caribe, o Brasil possui uma variedade pequena de corais recifais de águas rasas. Na costa brasileira há registros de ocorrência de 16 espécies de corais escleractínios recifais, distribuídas em 10 gêneros e oito famílias.

Apesar do pequeno número de espécies, nossos corais-pétreos têm grande importância biológica. Cinco destas espécies são endêmicas do Brasil, ou seja, só ocorrem em águas brasileiras, enquanto uma tem distribuição ainda mais restrita, sendo encontrada somente na Bahia. Em outras partes do mundo, formas similares a alguns dos nossos corais são encontradas apenas em fósseis, levando muitos pesquisadores a considerarem estas espécies como relíquias do passado que sobreviveram até os dias de hoje.

ONDE ESTÃO?

Os recifes de coral distribuem-se formando um anel na região equatorial/tropical do globo terrestre. Os recifes de coral também só ocorrem do lado ocidental dos oceanos Atlântico e Pacífico e, em geral, em águas rasas, quentes e claras.

Há diversos fatores ambientais que influenciam a distribuição dos recifes de coral pelo mundo, como temperatura da água, salinidade, sedimentação, luminosidade, nutrientes, hidrodinamismo.

No Brasil, os corais se distribuem por aproximadamente 2.400 km de costa, do norte do Maranhão ao sul de Santa Catarina. Essa distância corresponde à extensão da Grande Barreira de Corais, na Austrália, considerada a maior formação recifal de mundo, com dimensões astronômicas (é possível observar a Grande Barreira do espaço). No entanto, enquanto os recifes do Brasil se distribuem de forma descontínua, na Austrália, os recifes ocupam uma área contínua, de 350.00 km2.

No litoral sul do estado da Bahia estão localizados os maiores e mais ricos recifes de coral de toda a costa brasileira, favorecidos pelas ótimas condições de temperatura, salinidade e profundidade de suas águas. Além disto, ocorre ali uma formação coralínea única no mundo, o chapeirão.

RECIFES DE CORAL - O QUE SÃO?.

Um recife de coral, sob o ponto de vista da formação do relevo terrestre, é uma estrutura rochosa, rígida, resistente à ação mecânica das ondas e correntes marítimas, e construída por organismos marinhos (animais e vegetais) portadores de esqueleto calcário.

Sob o ponto de vista biológico, recifes coralíneos são formações criadas pela ação de comunidades de organismos denominados genericamente "corais", que incluem os corais-pétreos ou verdadeiros e os corais-de-fogo. Os recifes de coral são os únicos entre as comunidades marinhas que se constroem inteiramente através de atividade biológica. Formam-se essencialmente através de depósitos maciços de carbonato de cálcio, produzidos primariamente pelos corais, com alguma adição pelas algas calcárias e outros organismos que também secretam carbonato de cálcio. Se imaginarmos o recife como uma construção, os corais atuariam como os tijolos, cimentados pelas algas calcárias.


CORAIS - SAIBA MAIS A RESPEITO

O QUE SÃO?
Corais são animais marinhos do grupo dos cnidários, que inclui também as anêmonas, as águas-vivas ou medusas e os "corais de fogo" (hidrozoários). São invertebrados (animais sem espinha dorsal) capazes de secretar por baixo do tecido um esqueleto externo calcário (como nossos ossos) ou córneo (como nossas unhas). Este esqueleto é responsável pela fixação do coral ao substrato no fundo do mar, servindo também como proteção.

Estes sao corais de fogo

O corpo dos corais é chamado de pólipo, que consiste em uma estrutura cilíndrica em forma de saco, com uma cavidade interna que se abre apenas em uma extremidade, a boca. Rodeada por tentáculos, a boca age tanto na ingestão de alimentos, quanto na eliminação de resíduos. Os tentáculos são estruturas dotadas de uma grande quantidade de células especializadas chamadas cnidócitos, que contêm substância urticante e paralisante, e servem para capturar presas e defender o pólipo. No interior do tecido do coral vivem várias algas microscópicas chamadas zooxantelas. Estas algas possuem uma relação de simbiose com o coral, na qual a alga fornece ao pólipo alimento através do processo de fotossíntese e, em troca, recebe proteção e nutrientes.

NUTRIÇÃO ( Como se alimentam)

No interior do tecido do coral vivem várias algas microscópicas chamadas zooxantelas. Estas algas possuem uma relação de simbiose com o coral, na qual o benefício da relação é mútuo.
A alga fornece ao pólipo alimento através do processo de fotossíntese, no qual as células da planta utilizam a luz do sol que atravessa a coluna d’água para converter dióxido de carbono no tecido do pólipo em oxigênio e carboidratos. O oxigênio é utilizado pelo pólipo na respiração e os carboidratos como fonte de energia para a construção do esqueleto calcário.
Em troca, o pólipo fornece às algas endosimbiontes nutrientes, proteção e dióxido de carbono, um sub-produto da respiração indispensável ao processo de fotossíntese.
Em adição a esta fonte de nutrição interna, alguns corais de alimentam do plâncton. O plâncton é formado por criaturas, tanto vegetais quanto animais, que se movem passivamente a coluna d'água ao sabor das correntes oceânicas e dos ventos. A maioria do plâncton é muito pequena para ser vista a olho nu.

A maioria dos corais se alimenta do plâncton apenas durante à noite, estendendo seus tentáculos no período de menor ação de predadores. Durante o dia, os tentáculos permanecem contraídos no interior do esqueleto calcário para proteção.

O BAMBU - NA CONSTRUCAO

O bambu serve para muitas utilidades na construção. É usado na estruturação como coluna, viga e lastro entre outros. Serve como telha, forro e maçaneta. É adequado para determinados encanamentos de água. As casa construídas de bambu são resistentes a terremotos, como constatado nos terremotos da Colômbia. Nesta ocorrência a maioria das casas de concreto caíram, matando um número de pessoas. As de bambu resistiram.


Telhas de bambu - foto de W. Liese --- 1000 Things of Bamboo

A recente produção em larga escala dos laminados de bambu, também chamados de Plyboo em referência aos laminados de madeira (Plywood), possibilitou um novo mercado na utilização do bambu na construção. Existem uma série de máquinas próprias para o processamento de bambu. A INBAR tem uma lista de maquinário especializado para bambu. Com o bambu são feitos pisos e forros de parede, além de uma série de outras aplicações. A empresa LinAn tem uma página sobre o processo tecnológico.

Máquina removedora de camada interna /
INBAR database

Baishuiwan Kong's Bamboo Strip Machinery Factory
Laminado de bambu (Plyboo) / LinAn China

O BAMBU - COMO TIRAR - COMO TRATAR

Segundo a botânica Ximena Londoño da Colômbia e diversas culturas de bambu o fator principal para se obter culmos resistentes de bambu é a forma e hora da colheita. A época do ano que o bambu guarda uma maior parte de suas reservas nas raízes (rizomas) é o inverno, o momento antes do aparecimento dos novos brotos. Colhendo nesta hora obtemos um bambu com menos açúcar, que é o alimento dos insetos e fungos que se alimentam do bambu, e estes aparecem menos no inverno. No Brasil e no Hemisfério Sul esta época acontece no meio do ano. Por isso a cultura popular brasileira afirma que são os meses sem a letra "r": maio, junho, julho e agosto. Após este período começa a geração de novos brotos.

Outra atenção especial a ser tomada é a idade do bambu. Para fins de tecelagem ou cestaria usam-se os bambus jovens e imaturos, pela sua flexibilidade. Para fins de construção deve-se usar os bambus maduros, mas não podres, com cerca de 3 a 4 anos, quando atingiram sua resistência ideal.

Estando na época certa do ano deve-se escolher a fase adequada da lua , esta sendo a lua minguante. A razão científica para este fato ainda está sendo investigada, mas é corroborado pela cultura popular e pela experiência.

Dentro da fase adequada da lua, escolhem-se as horas antes do amanhecer como as ideais. Após o corte aconselha-se deixar o bambu em pé no local de colheita, ainda apoiado nos vizinhos, por cerca de 2 a 3 semanas. Neste tempo ele secará, mas ainda nos estados de temperatura, pressão e umidade em que sempre viveu. Os passos seguintes diferem muito entre si na quantidade de culmos, disponibilidade de recursos e transporte, fins, etc...

SECAGEM

O culmo cortado ainda estará úmido por dentro, e, desejando utilizar-se o bambu para fins de construção de objetos ou estruturas deve-se secá-lo para obter resistência e durabilidade. Pode-se apoiar o bambu, ainda com as folhas, em um aposento arejado com chão e parede livres de umidade, sob proteção da chuva e do sol, e, dependendo da espécie e das condiçòes climáticas, deixar a seiva escorrer e evaporar de 2 a oito semanas.

Com fogo podem-se obter resultados mais rápidos, mesmo com climas mais frios e úmidos. Segundo Johan Van Lengen, do Instituto Tibá, no seu livro "Manual do Arquiteto Descalço": "faz-se um buraco pouco profundo e cobre-se o solo e as esquinas com tijolos, para que não perca calor. O bambu deve ser colocado a uns 50 cm acima do fogo. Para que seque de maneira uniforme, deve-se virar os troncos de vez em quando. Com este método, a parede do tronco fica mais resistente aos insetos, mas cuidado! Se o fogo é mmuito forte pode abrir ou deformar os troncos."


secagem com fogo pg. 354- Johan Van Lengen -
"Manual do Aruiteto Descalço" - Ed. Tibá

FERVURA / COCÇÃO

Um modo muito utilizado para tratamento de bambu é ferver o bambu em água. Aconselham-se períodos de 15 a 60 minutos para cada grupo. Os fornecedores de bambu da região serrana do Rio de Janeiro costumam passar um pano molhado de óleo diesel no bambu antes de ferver. A soda cáustica é outra forma recomendada de tratamento, e deve-se misturar à água na proporção de 10 (água) para 1 (soda cáustica), mantendo o tempo de cocção de aproximadamente 15 minutos.

TRATAMENTO QUÍMICO

O ácido bórico é o elemento mais utilizado no tratamento químico de bambu. Pode-se utilizar um produto pronto (como o BORAX) ou preparar uma solução, como a sugerida por Johan Van Lengen:

substância
Kg
sulfato de cobre
1
ácido bórico
3
cloreto de zinco
5
dicromato de sódio
6

"Manual do arquiteto descalço" pg.356 -
Johan Van Lengen - Tibá



Para banhar os troncos na solução pode-se construir uma banheira com barris de ferro cortados ao meio e soldados, como na sugestão mais uma vez de Johan Van Lengen:


banheira de barril de ferro pg. 356- Johan Van Lengen -
"Manual do Aruiteto Descalço" - Ed. Tibá

Esta banheira pode ser adaptada para cozinhar os bambus, se afastada do chão para queimar lenha.

ÁGUA

O bambu pode ser tratado apenas pela permanência em água parada (piscina ou tanque) por algumas semanas, porém precisará passar por um processo de secagem demorado após o banho. Pode-se banhar também em água corrente (riachos).


segunda-feira, 16 de março de 2009

MOVIDO PELA FORÇA DOS VENTOS

O PROJETO TA VI-VA, esta sempre a procura de soluções ecologicamente corretas.
Estamos estudando a possibilidade de colocar no Sitio Algodões um catavento para bombear agua do subsolo.
Assim como explorar a energia EÓLICA de forma integral, ou seja inclusive na geração de energia, com a instalaçao de um Aerogerador
Decisão esta que esta sendo tomada com bases na conta de energia eletrica que é absurdamente cara (COELBA).
Tendo vento a vontade 99% do tempo e um lençol freático bastante aflorado e com bom volume de agua.
Estamos consultando a empresa CATAVENTOS NORDESTE, para de forma pioneira implantar esta tecnologia no Sitio.
Esta agua e energia serviram para alimentar a casa, jardim e os lagos dos peixes que necessitam de agua corrente.
Estarei mantendo informações à respeito no blog a medida que formos avançando com nosso projeto.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

COMPOSTEIRA CASEIRA PARA RESIDUOS ORGANICOS - Embrapa

Artigo sobre como fazer uma composteira caseira - elaborado pela embrapa.
Aqui no Projeto Ta-Viva. ja implantamos algumas no Sitio Algodoões, e o resultado é fantastico!
Muito facil de ser montado e a manutenão também.
Abaixo esta o link para a matéria explicativa da Embrapa.
Click aqui ou cole e copie o endereço abaixo
http://www.scribd.com/doc/6177219/Reciclagem-de-Residuos-Organicos-Domesticos-Embrapa

PERMACULTURA - ECOMATERIAIS

INSTITUTO DE PERMACULTURA E ECOVILAS
DA MATA ATLÂNTICA


Acesse o endereço abaixo para ver as materias :

http://www.ipemabrasil.org.br/ecomateriais.htm

CONSTRUÇÕES EM TAIPA

Taipas: a arquitetura da terra

Clique AQUI para salvar o arquivo.

O objetivo deste artigo é descrever as técnicas construtivas que empregam a terra como matéria-prima. O destaque é dado às taipas de mão e de pilão, técnicas muito utilizadas na história da arquitetura colonial brasileira que ainda são encontradas.

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Taipa de Pilão (IPEMA)

É formada por terra úmida comprimida entre taipais de madeira desmontáveis, removidos logo após estar completamente seca, formando assim uma parede de um material incombustível e isotérmico natural e particularmente barato. Uma boa mistura para paredes de taipa de pilão é de cimento, cal e terra, na proporção de 1:1:8. Costuma-se usar também apenas barro misturado com grãos de areia e brita. Para que o barro tenha maior consistência a melhor resistência à chuva, ele pode ser misturado com sangue de boi e óleo de peixe. Devemos considerar que o traço necessário à boa execução de uma massa de taipa é determinado empiricamente na região, pela experiência antiga da aplicação do material. Escolhendo-se as terras, por nem todas possuírem as propriedades naturais suficientes para o fabrico. Pode-se também usar uma tela de galinheiro dividindo a parede ao meio e utilizar misturas diferentes para o lado interno e externo. Por exemplo, no lado de dentro pode acrescentar pó de madeira, semente de eucalipto, cascas de nozes, palha ou restos de milho. No lado externo, podemos acrescentar à terra asfalto, piche ou sumo de cactos.

Como inconvenientes, tem a vulnerabilidade de ser facilmente atacado por roedores e ser fraco na estabilidade a esforços laterais provocados pela fluência das cargas da cobertura. Para contrariar estas fraquezas eram em muitos casos reforçadas com a introdução de testemunhos ou gigantes.A taipa pode ser rebocada e tratada com rebocos à base de cal apagada ou por intermédio de uma caiação direta sobre ela com a intenção de a proteger das ações atmosféricas, principalmente da água. Por ser facilmente degradada pela água, só pode ser executada sobre fundações de alvenaria de pedra ordinária, geralmente em xisto com cerca de 0,60 m acima do solo, a partir da qual se da inicio à construção da parede, evitando assim as umidades ascendentes.

A técnica de construção consiste em comprimir a terra em formas de madeira, formando um caixão, onde o material a ser socado é disposto em camadas de 15 cm aproximadamente. Essas camadas reduzem-se a metade após o piloamento. Quando a terra pilada atinge mais ou menos 2/3 da altura do taipal, são nela introduzidos transversalmente, pequenos paus roliços envolvidos em folhas, geralmente de bananeiras, produzindo orifícios cilíndricos denominados cabodás que permitem o ancoramento do taipal em nova posição. Dessa forma, a parede é feita por seções, uma acima da outra. Essa técnica é usada para formar as paredes externas e nas internas estruturais, sobrecarregadas com pavimento superior ou com madeiramento do telhado.

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Pau a pique ou Taipa de Mão (IPEMA)

Caracteriza-se por uma trama de paus verticais e horizontais, eqüidistantes, e alternadamente dispostos. Essa trama é fixada verticalmente na estrutura do edifício e tem seus vãos preenchidos com barro atirados por duas pessoas simultaneamente uma de cada lado.

A taipa de mão geralmente é utilizada nas paredes internas da construção. Com efeito, mesmo que não recebam diretamente cargas verticais, estas paredes têm um importante papel no travamento geral das estruturas, mediante a interligação entre paredes, pavimentos e coberturas, decisiva para a capacidade resistente global da construção. É necessário o uso de fundações em pedra que subam pelo menos 30 cm acima do solo, para evitar a umidade ascendente. É importante também que estas juntas, das paredes com as fundações, com as janelas e com as portas sejam impermeabilizadas com asfalto e ajustadas por encaixes para dificultar a passagem da água. Deve-se reforçar as esquinas e coroamentos com vergalhões, madeira ou bambu. Quando a parede está meio seca, põe-se outra camada fina de barro com sumo de cactos para dar um acabamento mais liso.

Neste tipo de construção, não devemos projetar vãos de janelas e portas muito próximos uns dos outros nem das esquinas, pois isto diminui a resistência da edificação

Existem outras técnicas semelhantes ao pau-a-pique bastante interessantes, como paredes com tufos de sapê ou com moringas, cobertas com barro.


Fonte: http://www.arq.ufsc.br/labcon/arq5661/trabalhos_2003-1/ecovilas/ecotecnicas.htm

CULTURA DA BANANA COM O REAPROVEITAMENTO DAS AGUAS CINZAS

Círculo de bananeiras

Tratamento de água cinza, cultura de banana, “banana circle”, …

Esta técnica surgiu da observação dos efeitos dos fortes ventos sobre a cultura dos cocos. Numa clareira os coqueiros caídos davam origem a círculos de coqueiros que nasciam, se desenvolviam e produziam melhor do que quando sós. O padrão natural observado foi que no centro do círculo se depositavam folhas, ramos, frutos, etc, que retinham a umidade e concentravam nutrientes, beneficiando a cultura dos coqueiros. Dessa observação, passou-se em seguida às experiências com outras culturas, como a da banana.

No caso das bananeiras percebeu-se que elas, como outras plantas de folhas largas como o mamoeiro, evaporavam grandes quantidades de água e estabeleceu-se assim uma relação com as águas cinzas das residências. Essa ligação é feita entre a necessidade de se tratar a águas que saem das pias e chuveiros das residências com a grande capacidade de evaporar (tratar) dos círculos de bananeiras. E isso é uma das bases do design na permacultura, estabelecer relações positivas, sinérgicas entre os elementos de um sistema vivo.

Como construir?
O trabalho começa com a construção de um buraco, em forma de concha, com 1 m cúbico de volume. Lembre-se que a terra retirada do buraco é colocada na borda aumentando a altura do buraco.


Os sistemas vivos não seguem projetos no papel. Então mais importante do que seguir as dimensões apresentadas aqui, é procurar observar no local, o solo, a insolação, incidência de geadas, etc. para dedinir melhor como será o círculo de bananeiras de sua residência.

O buraco, depois de pronto, deve ser enchido com madeira e palha para criar um ambiente adequado para o recebimento da água cinza e para beneficiar a micro vida. Isso é feito primeiro colocando pequenos troncos de madeira grossos no fundo. Em seguida galhos médios e finos de árvores e por último a palha (aparas de capim, folhas, etc.) formando um monte com quase 1 metro de altura acima da borda do buraco. A madeira deve ser colocada de forma desarrumada, para que que se crie espaços para a água. A palha em cima serve para impedir a entrada da luz e da água da chuva, que escorrerá para os lados não inundando o buraco e não se contaminando com a água cinza.

A água cinza deve ser conduzida por um tubo até o buraco e com um joelho na ponta para evitar o entupimento. Não usar valas abertas para a condução da água, assim mosquitos e outros animais indesejados não terão como se desenvolver. E os microorganismos da compostagem terão um ambiente perfeito para fazer o seu trabalho.

Plantio
As bananeiras podem ser plantadas de diversas maneiras. Msa eu prefiro usar o rizoma inteiro ou uma cunha (parte de um rizoma) com uma gema vizível. Após fazer as covas (no mínimo 30×30×30 cm) deve-se enche-las com bastante matéria orgânica (palhas, folhas, etc.) misturada com terra. Antes de preencher totalmente o buraco, na hora de colocar o rizoma, posicione para que a gema fique para o lado de fora do círculo e inclinado de forma que a bananeira nasça caída para fora. Essa inclinação da bananeira é mais fácil de ser conseguida quando plantada a partir de rebentos. Isso facilitará a colheita e o manejo das bananeiras. O rizoma deve ficar há uns 10 cm, em média, abaixo do nível do solo.

Ao redor do círculo, também é indicado o plantio de mais plantas de folha larga como a taioba, o mamoeiro e entre elas batata doce ou outra plantas rasteiras para cobrir todo o espaço. Em pouco tempo o círculo irá se transformar em um nicho de fertilidade que vai se espalhar pelo entorno.

Cuidados
A água cinza NÃO deve conter água preta dos sanitários. Estas deveriam ir para outros sistemas apropriados para o seu tratamento.
E nas pias e chuveiros deve-se evitar o uso de detergentes químicos e outras substâncias tóxicas como cloro, etc., pois estas substâncias matam os microorganismos e impedem a compostagem dos nutrientes contidos na água cinza com a madeira.
Mais informações sobre a separação das águas servidas podem ser encontradas em “sistematização da água”.

Se o volume de água cinza produzido na casa for maior do que a capacidade de recebimento do círculo, a melhor solução é construir outro círculo interligando ao primeiro. A água cinza entra por cima no primeiro e sai no nível máximo por meio de outro tubo e segue para o segundo círculo. Conforme a situação pode-se ter uma bateria de círculos inteligados.

Manejo
Sempre colocar aparas de poda (grama, capim, galhos) no centro para alimentar o círculo e evitar que o buraco seja inundado com a água da chuva.
Após colher o cacho de bananas, deve-se cortar a bananeira bem na base e em pedaços de 1 metro, rachar ao meio (longitudinal) e também colocar no centro do círculo. A cada 3 anos (ou mais) todo o material depositado no buraco pode ser retirado (quando os troncos se dissolverem) e usar como adubo orgânico na horta. E repor novo material como no início da implantação do círculo.

Aqui na região sul do Brasil há diversos círculos de bananeiras funcionando perfeitamente há mais de 3 anos. Assim que possível publicarei mais fotos dessas experiências.

Para facilitar a compreensão há as imagens de uma experiência no álbum de fotos do Sete Lombas.

Outras referências:


Fonte: http://www.setelombas.com.br

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

ABELHAS SEM FERRÃO (INDIGENAS)

O Projeto TA-VIVA esteve na CEPLAC em Ilheus-BA, para pesquizar sobre as Abelhas indigenas, que são as abelhas sem ferrão.
O interesse é desenvolver junto com o SITIO ALGODÕES GUESTHOUSE a criação das abelhas, uma vez que são abelhas nativas e de facil trato, não oferecendo perigo para quem trata.



Disponibilizamos abaixo uma apostila desenvolvida pela embrapa.

Para Download:


APOSTILA PDF DA EMBRAPA




http://www.esnips.com/doc/e7010eaf-5abe-42fc-8500-e90c4fdd6984/Cria%C3%A7%C3%A3o-de-Abelhas-Ind%C3%ADgenas-Sem-Ferr%C3%A3o

domingo, 25 de janeiro de 2009

FOSSA SEPTICA BIODIGESTORA - NA PRAIA DOS ALGODOES - MARAU /BAHIA

Levando em consideração que a falta de saneamento básico gera 70% das internações hospitalares no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, os organizadores decidiram abordar no primeiro número a fossa séptica biodigestora. A tecnologia foi desenvolvida principalmente para a zona rural do país.

No mecanismo, composto por três caixas d'água de amianto ou fibra, com mil litros cada, mais tubos e conexões, a tubulação dos vasos sanitários é desviada para as caixas, fazendo com que os coliformes fecais sejam transformados em adubo orgânico pelo processo de biodigestão.

O PROJETO TA-VIVA já tem 5 fossas ecologicas instaladas e funcionando na Praia dos Algodões.

Colocamos a disposição de todos os moradores da Peninsula a transferencia de know-how, para a compra do material adequado e construção das fossas na proporçao adequada de uso.

Abaixo segue a explicação de funcionamento da mesma.

A Embrapa Instrumentação Agropecuária (São Carlos/SP), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuáira, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, explica sobre o mais barato e eficiente sistema de saneamento básico para a zona rural. O pesquisador Antonio Pereira de Novaes vai mostrar como a fórmula simples da Fossa Biodigestora pode resolver um problema grave, que ainda afeta quatro milhões de brasileiros.

A
Fossa Biodigestora transforma os coliformes fecais, canalizados direto do vaso sanitário, pelo processo de biodigestão, em adubo orgânico. Assim, acabam-se com as fossas negras, que muitas vezes contaminam o lençol freático e poços caseiros e, conseqüentemente, evitam-se doenças como diarréria, hepatite, salmonelose e cólera.

O adubo orgânico resultante do esterco humano transformado pode ser usado como fertilizante em hortas e em culturas de graviola, macadâmia e outras culturas. O sistema da
Fossa Biodigestora é testado com sucesso na Fazenda Belo Horizonte, em Jaboticabal, e no Sítio Nossa Senhora Aparecida, em São Carlos.

O sistema biodigestor desenvolvido pela Embrapa tem dupla função: elimina doenças e produz adubo orgânico de qualidade

O Ministério da Saúde adverte: a falta de água tratada e de esgoto sanitário provocam diarréia, hepatite, salmonelose e cólera, doenças que resultam em cerca de 75% das internações hospitalares. No campo, a comumente usada fossa negra contamina os lençóis freáticos, fazendo da água usada pelo agricultor um veneno potente.A Embrapa Instrumentação Tecnológica, em São Carlos, SP, desenvolveu um sistema barato e eficiente para livrar o produtor dessas doenças e ainda ajudá-lo no cultivo de suas lavouras. A fossa séptica biodigestora, além de evitar a contaminação do lençol freático, produz um adubo orgânico líquido que pode ser utilizado em hortas e pomares.

A técnica é simples. Três caixas-d’água conectadas entre si são enterradas para manter o isolamento térmico. A primeira delas é ligada ao sistema de esgoto e recebe, uma vez por mês, 20 litros de uma mistura com 50% de água e 50% de esterco bovino fresco. Este material, junto com as fezes humanas, fermenta. A alta temperatura e a vedação das duas primeiras caixas eliminam os patógenos. No final do processo, o líquido está sem micróbios e pode ser usado como adubo.

Pelos estudos da Embrapa, esse tipo de sistema é ideal para uma família composta por cinco pessoas que despejam 50 litros de água e resíduos por dia. Se houver mais gente, a sugestão é colocar mais uma caixa de mil litros. Segundo o pesquisador Antonio Pereira de Novaes, o custo da fossa é de mil reais.

Para as propriedades que já estão com os lençóis freáticos contaminados, a Embrapa recomenda o uso de um clorador entre o cano de captação de água do poço e o reservatório. Isso elimina os microorganismos e garante água potável.

Para mais infos: sitioalgodoes@gmail.com

Link : Manual Técnico Fossa séptica biodigestora Embrapa